Fauna
Andorinha das Chaminés
Nome Vulgar: Andorinha das Chaminés
Nome Científico: Hirundo rustica
Esta andorinha encontra-se distribuída, de uma maneira uniforme, por todo o país. Frequenta praticamente todos os habitats disponíveis no nosso território, com excepção da floresta. Os seus ninhos são construídos numa grande variedade de construções humanas, desde a azenha ao estábulo, do telheiro ao pontão e ponte. Aparentemente, as maiores densidades verificam-se nas zonas agrícolas.
É um dos primeiros migradores a chegar ao nosso país, havendo várias observações em Janeiro no sul e na região de Lisboa. As primeiras posturas pode ser observadas durante o mês de Fevereiro. Subir
Codorniz
Nome Vulgar: Codorniz
Nome Científico: Coturnix coturnix
Distribuída praticamente por todo o país, devendo-se as falhas á sua relativa raridade nalgumas zonas, como consequência de uma reduzida disponibilidade de habitat. Nidifica em áreas descobertas de índole muito variada, que vão desde as extensas zonas de cultura arvense da planície alentejana até aos pequenos prados e pastagens das zonas de policultura do litoral Norte. Frequenta ainda prados serranos mesmo acima dos 1000 metros. Dada á maior disponibilidade de habitat, é mais abundante no sul do que no norte.
Estival, a maior parte dos indivíduos chegam no mês de Abril, devendo a reprodução ter início no mês de Maio. De realçar a existência de uma pequena população invernante no sudoeste do país. Subir
Coruja das Torres
Nome Vulgar: Coruja das Torres
Nome Científico: Tyto alba
Esta espécie deve estar distribuída por todo o país; as falhas resultam de uma cobertura insuficiente nestas zonas, em parte proveniente da sua relativa escassez. Encontra-se sobretudo associada á presença humana «, nidificando em quintas, montes moinhos, ruínas e igrejas, mesmo em grandes povoações. Ocorre ainda em montados de sobro de azinho e em soutos onde cria em buracos de árvores. Evita normalmente a floresta, particularmente a de resinosas.
Aparentemente é mais comum no centro e no sul do que no resto do país.
Residente, a sua época de reprodução pode ter início em Março ou Abril. Subir
Corvo
Nome Vulgar: Corvo
Nome Científico: Corvus corax
Dada á relativa facilidade de detecção desta espécie, é de crer que a sua distribuição esteja próxima da realidade. O corvo foi anteriormente comum em todo o país, facto que hoje não se verifica, em boa parte devido á pressão humana.
Frequenta normalmente zonas abertas, agrícolas ou não, e pouco povoadas, tanto em planície como em planalto ou em zonas montanhosas. Nidifica em escarpas, na costa ou no interior, e em árvores de grande porte. Os ninhos são habitualmente isolados, embora a espécie possua hábitos sociais quando se alimenta particularmente em lixeiras. É mais abundante nas zonas menos povoadas do interior do que no resto do país.
Residente, ocupa os seus ninhos a partir de Março. Subir
Estorninho-Preto
Nome comum: Estorninho-preto
Nome científico: Sturnus unicolor
Estorninho residente do Sudoeste da Europa, onde o estorninho-malhado não passa de visitante invernal. Semelhante na silhueta e no tamanho ao estorninho-malhado, mas preto brilhante, sem o malhado de Verão e marcado por pintas baças no Inverno. Bico amarelo, patas vermelhas, habitualmente mais óbvias do que as do estorninho-malhado. Em todas as plumagens, mesmo à distância, parece «mais preto» do que o estorninho-malhado. Comporta-se como o estorninho-malhado e forma bandos mistos no Inverno.
Distribuição: Residente na Península Ibérica, Córsega, Sardenha, Sicília e Norte de África.
Aspecto geral: tipo estorninho
Comprimento: 21-22 cm.
Habitat: cidades, rochedos, campos com sebes, jardins
Comportamento: pousa em campo aberto, caminha, levanta voo e pousa tanto do solo como da vegetação
Ninho: desalinhado; no buraco de uma árvore ou edifício
Ovos: 4; azul-claros
Alimentação: insectos, sementes, frutos
População: desconhecida. Subir
Galinhola
Nome Vulgar: Galinhola
Nome Cientifico: Scolopax rusticola L.
Caracteres gerais: As asas têm um contorno arredondado, a cabeça é maciça e os olhos grandes e colocados bastante para trás e um pouco para cima em relação à posição que seria normal.
Habitat: Encontra-se especialmente em bosques e terrenos arborizados, principalmente em solos humíferos.
Costumes: De dia raramente se encontra em terreno descoberto. O macho evoluciona de noite perante a fêmea, não a ajuda na incubação mas sim na criação dos recém - nascidos. Todas as noites procura lavar as patas e o bico. Voa em linha recta, a altitudes máximas de 25 metros. Subir
Garça Pequena Branca
Nome Vulgar: Garça Pequena Branca
Nome Científico: Egretta garzetta
Ocupa uma área de distribuição muito semelhante á da Garça boieira, som que com densidades inferiores. A semelhança entre estas duas espécies verifica-se também na escolha de locais de nidificação. preferindo esta, contudo, a proximidade de zonas húmidas essenciais para se alimentarem. A população nidificante é estimada entre 5000 e 5500 casais. Migradora parcial, parte da população nidificante permanece no nosso território. A sua época de reprodução decorre entre Abril, Agosto ou Setembro. Subir
Gralha-Preta
Nome comum: Gralha-preta
Nome científico: Curvus corone
Ave grande e familiar com bico forte e hábitos agressivos. De constituição robusta encontra-se geralmente aos pares, embora possa recolher em maior número em dormitórios no Inverno e reunir-se em zonas de alimentação ricas como o são as lixeiras.
Distribuição: Bem distribuída por toda a Europa.
Aspecto geral: tipo corvo
Comprimento: 45-49 cm.
Habitat: cidades, charnecas, estuários, bosques, sebes
Comportamento: pousa em campo aberto, saltita, caminha, levanta voo tanto da vegetação como do solo
Ninho: em forma de taça junto ao topo duma árvore
Ovos: 4-6; azul-esverdeados com manchas castanhas
Alimentação: carne morta, aves, ovos, insectos, vermes, cereais
População: desconhecida Subir
Mocho-Galego
Nome Vulgar: Mocho-Galego
Nome Científico: Athene noctua
Distribuído por todo o país, apresentando algumas falhas devido a uma cobertura insuficiente nessas zonas.
Frequenta uma grande variedade de habitats, sobretudo em planícies e planaltos, ocorrendo com menos frequência nas zonas montanhosas, acima dos 1000 metros. Nidifica em terreno aberto e sem árvores, bosque aberto, paisagens mistas de terreno agrícola com árvores e mesmo em jardins de grandes dimensões em zonas urbanas. O seu ninho pode ser construído numa árvore, num buraco de uma parede ou mesmo num monte de pedras.
Aparentemente á mais abundante ao sul do Tejo do que no resto do país. Particularmente abundante em olivais.
Residente, a sua época de reprodução deve ter início bastante cedo mas é mal conhecida. Subir
Pato Real
Nome Vulgar: Pato real
Nome Científico: Anas platyrhyncha L.
Caracteres gerais: O macho apresenta uma coloração verde brilhante com reflexos azulados na cabeça e parte do pescoço, o resto do peito é castanho - avermelhado escuro. A fêmea têm uma cor geral castanha - avermelhada. Tanto um como outro mostram nas asas duas faixas brancas entre as quais se situa um espelho azul violeta.
Habitat: Cursos de agua, estuários e lagos.
Hábitos e movimentos: É um bom nadador, raramente mergulha, apenas mete a cabeça debaixo da agua, para procurar o alimento ficando então de cauda para o ar. O acasalamento é precedido de longas cerimonias. A fêmea aproxima-se dos machos com a cabeça lançada para a frente ao mesmo tempo que os machos fazem uma serie de movimentos. A fêmea elege o macho preferido e assim viverão acasalados até ao período da incubação. Os filhotes assim que nascem são levados pela mãe para a agua. Então combatem entre si e não ocorrera o ritual do noivado acima referido. É um animal migrador e em certos casos sedentário. Subir
Pardal Comum
Nome Vulgar: Pardal Comum
Nome Científico: Passar domesticus
Nidifica em todo o território, sen do uma das espécies mais comuns da nossa avifauna nidificante. Encontra-se normalmente associada ao homem; em povoações, grandes ou pequenas, quintas, fábricas armazéns etc. Frequenta praticamente todos os habitats onde a presença humana se faça sentir, com excepção das zonas mais elevadas das serranias e das florestas densas e extensas. Parece ser igualmente abundante por todo o país. Residente em granjeira, constrói os seus ninhos tanto em árvores como em construções. A sua época de reprodução é prolongada e pode ter início em Fevereiro. Subir
Pega Rabuda
Nome Vulgar: Pega Rabuda
Nome Científico: Pica pica
A distribuição que se apresenta deverá estar muito próximo da realidade, embora particularmente no centro e no norte, se notam certas descontinuidades talvez devido a uma cobertura insuficiente.
Frequenta mas generalidade, zonas agrícolas mas de características muito diferentes. Assim, enquanto que no noroeste e centro oeste ocorre numa paisagem muito compartimentada e normalmente associada a pinhal, em toda a parte leste da sua distribuição nidificada sobretudo em zonas abertas com árvores dispersas. A espécies ocorrem em algumas zonas do Alentejo, apesar da aparente disponibilidade de habitat.
É claramente mais abundante no centro e norte do país.
Sedentária, nidificada em árvores, devendo iniciar a sua reprodução do mês de Abril, havendo jovens a voar no decurso de mês de Junho. Subir
Perdiz Comum
Nome Vulgar: Perdiz comum
Nome Científico: Alectoris rufa
Espécie com uma distribuição muito alargada no nosso país. É característica de zonas de cultura cerealífera em confluência com áreas de mato e pousio, mostrando preferência por regiões de baixa densidade populacional e onde se pratica uma agricultura de tipo extensivo. Mais comum no sul do que no norte, as suas populações são afectadas por condicionalismos gerais de caracter ecológico e por uma forte pressão de caça. Sedentária, inicia a sua época de reprodução, no sul do país, durante o mês de Março. Subir
Perdiz Vermelha
Nome Vulgar: Perdiz vermelha
Nome Científico: Alectoris rufa L.
Habitat: Tendo em conta a área de distribuição, tudo parece indicar que se trata de uma espécie mediterrânea e portanto adaptada a uma floresta deste tipo. Simplesmente acontece que devido à degradação por vários factores da vegetação, entre os quais é de salientar a cultura ervense intensiva, a perdiz adaptou-se a condições ambientais diferentes, mais próprias das estepes, que são como se sabe, em certas circunstancias, uma etapa regressiva. Por isso é normal verificar-se a sua presença num habitat diverso, desde as regiões áridas até aos cerros o que é normalmente citado pela bibliografia.
Uma outra teoria admite no entanto que não se trata de uma adaptação mas sim, que a perdiz é apenas um animal de estepe.
Alimentação: É um animal insectívoro e granívoro, alimenta-se de formigas, gafanhotos, aranhas, caracóis, rebentos, sementes bravias como as do medronho, e ainda de zimbro e esteva.
Dos cereais a ordem de preferencia é a seguinte:
Grão de gramicha - centeio - trigo - cevada - arroz - pinhão - penisco.
Alimenta-se ainda dos resíduos da bolota e de azeitonas e também das sementes de tomate. Os perdigotos são muito gulosos pelas formigas.
Hábitos e movimentos: Vivem em grupos constituídos pelo perdigão, perdiz e perdigotos. Prefere os terrenos expostos a sul. Estas aves, por instinto, antes da hora de beber começam a cantar, chamando-se umas às outras ao mesmo tempo que se vão concentrando nas proximidades dos bebedouros.
Os bebedouros são pontos de reunião assim como as eiras onde de igual modo, ao nascer do sol e a tarde, ali vão a procura de alguns bagos que ficaram da debulha. A perdiz geralmente bebe duas vezes por dia, uma ao nascer e outra ao pôr do sol.
Época de acasalamento: De Janeiro a Março.
Densidade: 4 a 5 perdizes por ha constitui um bom índice de abundância. É normal encontrar-se uma perdiz por ha. Subir
Pintassilgo
Nome Vulgar: Pintassilgo
Nome Científico: Carduelis carduelis
Com uma área de distribuição muito ampla, é uma das mais familiares das nossas espécies nidificantes.
Frequenta zonas mistas, com árvores dispersas, orla de bosques em confluência com culturas agrícolas, sabes vivas, pomares, jardins, etc.
A sua abundância é muito variável, podendo em algumas regiões, como o litoral a norte de Coimbra, ser considerada local. É particularmente abundante no litoral centro e sudoeste e ainda no Algarve.
O Pintassilgo é ainda hoje. a principal vítima dos criadores de pássaros, que devem capturar anualmente largos milhares de indivíduos.
Principalmente residente, inicia a sua época reprodutiva no mês de Abril. Subir
Pombo Bravo ou Seixa
Nome Vulgar: Pombo bravo
Nome Cientifico: Columba oenas
O pombo bravo é invernante.
No Norte frequenta sobretudo soutos, com árvores velhas e ainda carvalhais desde de que também com árvores velhas. Os buracos dos castanheiros devem constituir o principal local de ninho. No centro e Sul do país o pombo frequenta montados de sobro e de azinho. Os locai de ninho variam entre arvores e construções. O pombo bravo tem duas ou três posturas por ano e a incubação é de 16 a 18 dias. Subir
Pombo Trocaz
Nome Vulgar: Pombo Trocaz
Nome Cientifico: Columba palumbus
Esta espécie é muito abundante em Portugal. Prefere os povoamentos de coníferas, montados de sobro e azinho com bastante mato, barrancos e encostas. Em Abril observam-se as primeiras paradas nupciais, devendo as posturas terem inicio ainda durante este mês. Subir
Rôla - Comum
Nome Vulgar: Rôla - Comum
Nome Científico: Streptopilia turtur
Espécie distribuída praticamente por todo o país. Frequenta habitats mistos, particularmente aqueles construídos por associações de culturas arvenses ou outras agrícolas, com manchas de vegetação arbórea, sejam matas coníferas, matas ribeirinhas ou bosquetes de carvalho. Ocorre ainda em parques de grandes dimensões e em montados. Mais abundante no norte, particularmente sem Trás-os-Montes , do que no sul, a sua população tem diminuído gradualmente nos últimos anos por razões que podem relacionar-se com as áreas de invernada e com excessiva pressão de caça. Estival, os primeiros indivíduos chegam em meados de Abri, iniciando-se a sua época de reprodução durante o mês de Maio. Subir
Rouxinol
Nome comum: Rouxinol
Nome científico: Luscinia megarhynchos
Fabuloso cantor mais frequentemente ouvido do que observado. O canto é uma peça virtuosa de trinados fluidos terminados em crescendo; normalmente escutado bastante depois do escurecer mas também com frequência durante o dia. Quase sempre escondido nos recônditos da vegetação; os machos empoleiram-se a descoberto para cantar pouco após a sua chegada. A cauda avermelhada e conspicuamente arredondada. Os adultos são castanho-avermelhados na parte superior que se funde com tons creme na parte inferior.
O juvenil está marcado com crescentes tipo escama, como o juvenil do pisco-de-peito-ruivo. A cauda ruiva mantém característica.
Distribuição: Visitante estival da maior parte da Europa, com excepção do extremo norte.
Aspecto geral: tipo Cartaxo
Comprimento: 16-17 cm
Habitat: charnecas, bosques
Comportamento: esvoaça, levanta voo e pousa na vegetação
Ninho: em forma de taça bem escondida junto ao solo
Ovos: 4-5, com malhas avermelhadas
Alimentação: insectos
População: desconhecida. Subir
Tentilhão
Nome comum: Tentilhão
Nome científico: Fringilla coelebs
Ave abundante que se encontra numa grande variedade de habitats. Observado com frequência ao longo das estradas, onde muitos levantam voo mostrando as penas externas da cauda branca e as barras alares brancas duplas bem marcadas (em ambos os sexo). O macho apresenta coroa azul-acinzentada e peito rosado. A fêmea é mais sombria, em tons de castanho-claro. Forma grandes bandos no Inverno.
Distribuição: Residente numeroso e bem distriuído; as aves da Escandinávia e do Leste migram.
Aspecto geral: tipo Tentilhão
Comprimento: 14,5-16 cm.
Habitat: jardins, charnecas, bosques, campos e sebes
Comportamento: esvoaça, saltita, pousa em campo aberto, levanta voo tanto da vegetação como do solo
Ninho: em forma de taça, cuidada, na vegetação baixa
Ovos: 4-5; azul-claros, manchas vermelhas
Alimentação: sementes, frutos
População: vários milhões de casais. Subir
TORDOS
Os tordos são aves que formam um grupo bem distinto, quer devido ao seu tamanho sendo considerados pássaros de tamanho médio quer devido a alguns caracteres comuns que apresenta.
Aspecto geral acastanhado, parte inferior do corpo clara e mais ou menos sarapintada sem distinção dos sexos, bico relativamente fino e bem adaptado à sua alimentação em invertebrados e frutos este possui um canto melodioso.
São aves cujo habitat está geralmente ligados a zonas arborizadas ou às suas orlas.
Em Portugal podem encontrar-se quatro espécies de tordos, de seguida irei apresentar uma breve descrição distinta de cada um deles.
Tordeia
Nome vulgar: Tordeia ou tordoveia
Nome cientifico: Turdus viscivorus
É a maior das quatro espécies (cerca de 26cm de cumprimento) a parte superior do corpo é de cor acinzentada. O peito é claro com pequenas manchas castanhas escuras arredondadas e bem evidentes; em voo vê-se a parte inferior das asas de cor branco.
A tordeia é uma ave sedentária. Subir
Tordo Comum
Nome vulgar: Tordo comum
Nome cientifico: Turdus phlomelos
Pouco maior que o tordo ruivo com cerca de 22cm de comprimento, apresenta a parte superior do corpo de cor castanha e a parte inferior das asas visível quando em voo amarelo-alaranjada. Embora em Portugal seja invernante, já existem populações sedentárias a partir do norte de Espanha. Subir
Tordo Ruivo
Nome vulgar: Tordo ruivo
Nome cientifico: Turdus philomelos
A mais pequena das quatro espécies (21cm de comprimento), tem as sobrancelhas de cor branco amarelada bem evidente, a parte inferior do corpo raiada e não sarapintada, flancos e parte inferior das asas que só é visível em voo de cor arruivada.
Esta espécie que vem a Portugal passar o Inverno, nidifica nos países do norte da Europa.
Tordo Zornal
Nome vulgar: Tordo zornal
Nome cientifico: Turdus pilaris
Um pouco mais pequeno que a tordeia (cerca de 25cm) o tordo zornal apresenta cabeça e uropígio cinzento, as costas são castanhas arruivadas, a cauda é quase preta; em voo, mostra a cor branca da parte inferior das asas. Espécie invernante em Portugal, vai nidificar nos países do norte da Europa. Subir
Trigueirão
Nome comum: Trigueirão
Nome científico: Miliaria calandra
Escrevedeira de constituição robusta que quase parece não Ter pescoço. Malhado de castanho-claro e castanho, tanto na parte superior como na parte inferior. Não possui branco na cauda. Pousa a descoberto, habitualmente junto ao solo em campos e áreas arbustivas abertas. Canta com a cabeça virada para trás.
Patas «dependuradas» em voo tipo borboleta.
Distribuição: Residente localmente abundante, em especial na Península Ibérica, ausente da Escandinávia.
Aspecto geral: tipo escrevedeira
Comprimento: 17-18,5 cm.
Habitat: charnecas, campos e sebes, jardins
Comportamento: pousa em campo aberto, saltita, levanta voo e pousa tanto na vegetação como no solo
Ninho: em forma de taça no solo ou numa moita
Ovos: 4-6; brancos com manchas acinzentadas
Alimentação: sementes, bagas
População: desconhecida. Subir
Verdilhão
Nome comum: Verdilhão
Nome científico: Carduelis chloris
Fringilídeo de constituição robusta com substancial bico branco. O macho é verde na parte superior, com margem amarela notória na asa fechada cinzenta; na parte inferior amarelada.
Fêmea mais clara e mais acastanhada. Em voo, mostra amarelo na base das primárias e margens incompletas na cauda. O maior e o mais comum de todos os fringilídeos amarelos-esverdeados, encontra-se numa ampla variedade de habitats.
Distribuição: Residente numeroso e bem distribuído em toda a Europa; ausente na Escandinávia.
Aspecto geral: tipo tentilhão
Comprimento: 14-15 cm.
Habitat: jardins, pauis, charnecas, bosques, sebes
Comportamento: esvoaça, pousa em campo aberto, saltita, levanta voo da vegetação como do solo
Ninho: em forma de taça numa moita
Ovos: 4-6; azul-claros, manchas pretas
Alimentação: sementes, bagas
População: vários milhões de casais Subir
Mamíferos
Coelho
Nome vulgar: Coelho
Nome cientifico: Orictolagus cuniculus
O coelho é uma das espécies cinegéticas portuguesas de maior importância e constitui, juntamente com a perdiz, a caça por excelência para o caçador português; um dos motivos para esta situação reside sem dúvida na facilidade com que se reproduz e nos números elevados que as suas populações atingem.
Em Portugal o coelho encontra-se distribuído por quase todo o Sul do Tejo.
É um pequeno herbívoro (cerca de 40 cm de comprimento) de cor acinzentada com laivos amarelo-acastanhados na nuca e nas patas e face anterior esbranquiçada; as orelhas são relativamente curtas (menores que o comprimento da cabeça); corre em apertados ziguezagues.
Habitat e alimentação:
Vivem em zonas onde o mato é abundante, preferindo os terrenos arenosos mais fáceis para a construção de covas. A alimentação é constituída essencialmente por plantas herbáceas: raízes, caules, grãos e mesmo cascas suculentas de algumas árvores.
Comportamento e reprodução:
São animais de hábitos nocturnos e crepusculares, embora sejam vistos muitas vezes durante o dia, vivem em colónias, em galerias extensas e muito ramificadas.
A fêmea, quando prenha, escava uma toca especial, uma galeria simples e profunda, situada a uma distância da colónia com uma única abertura e forrada com pêlos que arranca do seu próprio abdómen. Depois do nascimento dos filhos, as fêmeas sempre que se ausentam das tocas tapam a abertura com terra para os machos não entrarem.
Três semanas após o nascimento mudam os filhos para tocas normais.
Pode considerar-se que o coelho se reproduz quase todo o ano embora de Março a Maio a reprodução seja mais activa. O período de gestação é de 28 a 30 dias e, em medida cada fêmea tem 2 a 4 ninhadas por ano, produzindo em geral por ninhada 2 a 7 láparos, cegos, surdos e sem pêlos, pesando cerca de 60 gr (valor que duplica ao fim de dois dias). O aparelho auditivo está completamente desenvolvido aos 8 dias e abrem os olhos aos 10 dias.
Com 6 meses de vida os coelhos são adultos, estando aptos a reproduzirem-se. É uma espécie que tem uma grande longevidade, podendo viver até aos 10 anos. Subir
Javali
Nome Vulgar: Javali
Nome Científico: Sus scrofa L.
Nomes Vulgares: Javardo, porco bravo, porco montês. A fêmea denomina-se javalina.
Caracteres gerais: Tem a configuração de um porco, apresenta corpo maciço, cabeça volumosa com o focinho alongado.
As suas patas terminam por 4 dedos protegidos por cascos sendo 2 deles mais desenvolvidos e assentando directamente no chão, os restantes são rudimentares, inserem-se um pouco para acima e recebem o nome de«guardas ou esporões». A dentição, embora não seja uma característica morfológica facilmente visível. A dentição é constituída por 12 incisivos. 4 caninos e 28 molares, num total de 44 dentes.
Os incisivos e molares nada tem de particular, são iguais aos de todos os omnívoros. Pelo contrário os 4 caninos, de crescimento continuo merecem uma referencia pelo desenvolvimento que atingem nos machos, têm o nome geral de «defesas ou colmilhos», sendo os inferiores designados por «navalhas» e os superiores por «aguçadeiras», os quais acabam por se tornar salientes e se curvarem para trás em forma de cimitarras. Devido aos movimentos do maxilar inferior e consequente atrito das defesas uma na outra, as navalhas então aguçadas e de bordos cortantes. Nos princípios do Outono fixa-se mais perto dos campos cultivados, para melhor se alimentar. As suas idas às culturas são limitadas e apenas periódicas, pois uma floresta orientada para fins cinegéticos satisfará todas as necessidades alimentares duma população que apresente uma densidade normal de javalis. O javali no fim do outono embrenha-se nas matas, preferindo os locais onde se encontram as arvores de maior porte. Quando surge o Inverno, não tem poiso fixo: procura por toda a parte as fêmeas que se furtam e o evitam. Mas, então, a preferência vai para os grandes juncais e povoamentos de coníferas, nas vertentes expostas a sul.
Passa o dia a dormir, abrigado na sua cama, num local dissimulado, sob a pernada baixa de uma arvore frondosa, que lhe confere sombra e o abriga da chuva e do vento. No verão a cama e muitas vezes feita na espessura dos canaviais, e silvados em sitio tranquilo e abrigado. Ao cair da noite vai para os charcos ou lameiros para se banhar, após o que se dirige para os locais de comida e pasto.
Alimentação: Come especialmente raízes, tubérculos ou larvas, bolotas, glandes, castanhas, penisco, bolbos, cogumelos, batatas, beterraba, minhocas, caracóis, ratos, láparos, lebrachos, trigo, milho, vinhas, pomares, etc.
É ainda um notável depredador de víboras, a cuja picada é imune. Subir
Lebre
Nome Vulgar: Lebre
Nome Científico: Lepus capensis L.
Caracteres gerais: Têm o corpo revestido de pelos, as orelhas são mais compridas que a cabeça. A sua cabeça e mais escura que o dorso, com uma zona clara muito marcada a rodear os olhos. As suas orelhas são em quase toda a sua extensão, branco acinzentadas externamente, tendo no entanto, as pontas pretas.
Habitat: Trata-se de uma espécie Ibérica. Habita as planícies extensas e os montes, embora se possa encontrar no nosso pais um pouco por toda a parte, desde as regiões planas as serranas.
Alimentação: É um animal herbívoro, que se alimenta essencialmente de ervas, sementes, grãos, vinhas, etc.
Hábitos: É um animal nocturno, procurando o alimento, e fazendo o seu abrigo ou cama de noite. De dia repousa e dorme, o seu abrigo ou cama é superficial, procurando muitas vezes as valas ou sulcos, especialmente quando revestidos de vegetação.
A lebre tem a particularidade de se confundir com o terreno. Quando perseguida, abriga-se num ponto qualquer mas volta sempre a cama definitiva que conserva a forma do animal. Subir
Raposa
Nome Vulgar: Raposa
Nome Cientifico: Vulpes Vulpes L.
Caracteres gerais: Têm um corpo esbelto, um focinho pontiagudo, orelhas empinadas, patas estreitas e uma coloração geral castanho arruivada.
Habitat: Encontra-se mais em florestas e bosques.
Alimentação: A sua alimentação é variada, consome essencialmente lebres, coelhos, perdizes, codornizes, ratos, vermes, ovos, mel, uvas, figos, gramineas e outros vegetais. Ataca muitas vezes animais doentes e estropiados e também carne morta.
A alimentação dos filhotes compreende varias fases de duração diferentes:
1º- Lactação
2º- Ao fim de 3 semanas comem alimentos mascados e deglutidos pela mãe.
3º- Depois passam a comer pequenas presas mortas trazidas pela fêmea.
4º- Entre Maio e Junho passam a comer presas medias, levadas pela mãe. Começam a sair da toca e brincam nas suas imediações.
5º- Entre Junho e julho caçam presas na companhia da mãe.
6º- Entre Julho e Agosto começam-se a alimentar daquilo que caçam.
7º- No mês de Setembro dá-se a dissolução da família.
Em paralelo com os pontos anteriores podemos ainda referir as seguintes fases:
1º- Ao fim de três semanas - Os filhos assumem a corpulência de cobaias. A ponta da cauda torna-se branca ou preta.
2º- 4 semanas - A pele cobre-se de longos pelos amarelos, pontiagudos e raiados.
3º- 8 semanas - A pele torna-se roxa. O azul dos olhos passa a verde com a íris cinzenta.
4º- Ao fim de um ano tornam-se adultos e independentes dos pais.
Costumes: Anda sem fazer o menor ruído. Vive em tocas bastante profundas constituídas por vestíbulo, onde guarda os alimentos e ainda uma parte central, mais reservada com numerosas saídas. Por vezes utiliza os abrigos construídos por texugos ou coelhos. Raramente faz as tocas onde habita pois aproveitas as já construídas por outros animais, adaptando-a à sua estatura e necessidades.
Sociabilidade: Chega a coabitar com o texugo.
Movimentos: Na época do cio os animais permanecem de dia nas tocas. Nos primeiros tempos a seguir ao parto, a fêmea não deixa o ninho após o que abandona para caçar durante o dia (Maio - Junho) só voltando para trazer as presas ao amamentar. Quando adultos, só volta aos abrigos desde que forçado ou pelo rigor do tempo ou por outras razões. Detesta o tempo ventoso durante o qual caça mais frequentemente na floresta. Subir
Saca-Rabos
Nome comum: Saca-Rabos
Nome científico: herpestes icheumon
O Saca-Rabos é um carnívoro de médio porte (80 a 100cm de comprimento geral), de cor geralmente castanha-acinzentada, cauda comprida com a extremidade negra e orelhas muito curtas e arredondadas.
Até há relativamente pouco tempo encontra-se restringindo à parte sul do País mas hoje ocupa praticamente toda a zona a sul do Tejo e coloniza já a parte norte do rio.
Esta espécie, que não parece submetida a ritmo fixos de actividade(tanto pode ser vista de noite como de dia), é bastante sociável, deslocado-se em pequenos grupos, geralmente familiares, durante as suas actividades de caça.
Habita todos os locais onde exista uma vegetação densa, permite-lhe encontrar um refúgio adequado.
Tem uma alimentação extremamente variada, onde se incluem pequenas aves e mamíferos, do rato ao coelho-bravo, invertebrados, répteis e frutos. Subir