Alberto Rosete
AO RANCHO FOLCLÓRICO DO CANO
Mote
| FAMOSO RANCHO DO CANO | ||
|---|---|---|
| O MELHOR DO ALENTEJO | ||
| NO FOLCLORE ALENTEJANO | ||
| OUTRO ASSIM EU NÃO INVEJO |
I
Autêntico baluarte
Desta nossa Freguesia
Cheio de cor e alegria
Exibes-te em toda a parte
Dançando com muita arte
Raramente há um engano
Com muito calor humano
Novos louros vais somando
Corres o País dançando
FAMOSO RANCHO DO CANO
II
Nas tuas exibições
Sejam cá ou no estrangeiro
Tu és sempre o primeiro
A conquistar multidões
Nessas tuas vibrações
Diferentes do Ribatejo
Deixas em todos o desejo
De te tornarem a ver
Pois continuas a ser
O MELHOR DO ALENTEJO
III
Todos os teus componentes
Merecem muitos louvores
Não esquecendo os directores
Que são pessoas excelentes
Homens sérios e competentes
traçam assim o teu plano
Hoje já és um veterano
Neste nosso Portugal
Não tens outro que te iguale
NO FOLCLORE ALENTEJANO
IV
Nunca deveremos esquecer
O homem que te formou
Que durante anos t'acompanhou
Ajudando-te a crescer
Temos que isso reconhecer
Com alegria e sem pêjo
Realizando o seu desejo
Esta obra nos deixou
Teu nome se consagrou
OUTRO ASSIM EU NÃO INVEJO
Nota:
Esta poesia é dedicada ao Rancho Folclórico da Casa do Povo de Cano (entretanto suspenso), do qual o poeta fez parte durante anos e foi um dos elementos constituintes aquando da sua criação.
RECORDAR
MOTE
SPORT CLUBE CANENSE
ÉS P'RA MIM TÃO IMPORTANTE
SÓ AOS MAIS VELHOS PERTENCE
O TEU PASSADO BRILHANTE
I
Nascida nos anos trinta
Com uma imagem reduzida
Depressa ganhaste vida
E te tornaste distinta
Ainda há muito quem sinta
Essa honra que te pertence
Só com coragem se vence
Foi isso que aconteceu
E foi assim que nasceu
O SPORT CLUBE CANENSE.
II
Cheio de boa vontade
Um grupo de homens unidos
Com recursos reduzidos
Fundaram esta Sociedade
Com carinho e amizade
Num sacrifício constante
Essa ideia relevante
Tomou então voz activa
Em meu peito está bem viva
ÉS P'RA MIM TÃO IMPORTANTE.
III
Eras Lar da mocidade
E à noite no teu Salão
Ao som do acordeão
Dançava-se de verdade
Hoje recordo com saudade
E só o tempo me convence
Mas é pena haver quem pense
Que foste sempre o que hoje és
O teu lindo «palmarés»
SÓ AOS MAIS VELHOS PERTENCE.
IV
Tantos êxitos conquistou
Tua equipa de futebol
Foi um modesto farol
Que tantos anos brilhou
Hoje, porém, tudo acabou
E já ninguém nos garante
Que haja daqui em diante
Outra com tanto valor
Pois é digno de louvor
O TEU PASSADO BRILHANTE.
ANOTAÇÕES :
A presente poesia foi dedicada pelo autor ao Sport Clube Canense, na data da festa do cinquentenário desta associação. [Nota: Entretanto desaparecida]
DESALENTO
MOTE
NOVAMENTE VOU VOTAR
NOVAMENTE VOU VOTAR
NOVAMENTE VOU VOTAR
NOVAMENTE VOU VOTAR
I
Durante quarenta anos
Este direito me foi negado
Agora estou saturado
Só por ver tantos enganos Todos têm bons planos
Para o povo conquistar
Se isto assim continuar
Agrava-se a situação
Com certa inquietação
NOVAMENTE VOU VOTAR.
II
Votei p'la primeira vez
Cheio de fé e de esperança
Sempre a pensar na mudança
Para o povo português
Enganei-me desta vez
Pouca coisa vi mudar
Muita gente a estragar
E pouca a produzir
Mas p'ro meu dever cumprir
NOVAMENTE VOU VOTAR.
III
Sempre gostei de cumprir
As minhas obrigações
Mas com respeito a eleições
Não vale a pena insistir
Se este governo cair
Outro se tem que formar
Para bem se governar
Tem que o povo estar unido
Sem fé e desiludido
NOVAMENTE VOU VOTAR.
IV
Se não houver união
Pondo de parte os ideais
Não conseguiremos mais
Levantar esta Nação
Esta é a minha opinião
Também me posso enganar
Mas por este caminhar
Eu não vejo outra saída
Com a minha fé perdida
NOVAMENTE VOU VOTAR. [topo]